PARAJAPS

Parajaps 2017

02/11/2017

Início da Bocha adaptada, no PARAJAPs, é marcado pelo alto nível dos participantes

É só o primeiro dia de competições nos Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná, PARAJAPs, em Maringá, e o nível dos atletas participantes da modalidade da Bocha adaptada é de admirar. Os atletas mostraram nas quadras o porquê de a competição ser um exemplo para o paradesporto de alto rendimento.

A Bocha adaptada, ou Bocha Paralímpica, é dividida por classificações funcionais, ou seja, o que o atleta deficiente apresenta de funcionalidade no seu corpo determina a classe que disputará. O coordenador da arbitragem, Alexsandro Lauterbach, que é árbitro da Federação Internacional, a BISFed (Boccia International Sports Federation), explica essas classes. “As classes são para colocarmos o jogo mais igual entre eles. Aí a classificação vai definir exatamente qual o tipo de movimento que o atleta faz. A classe BC1, BC2 e BC3 são os paralisados cerebrais, na classe BC4 eles são simplesmente distrofia, lesão medular, etc.”, explica Alexsandro.

Início mostra o alto nível dos atletas no PARAJAPs (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)
Início mostra o alto nível dos atletas no PARAJAPs (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)

A classe BC1 é para os atletas com paralisia cerebral que podem jogar com as mãos ou com pés. Estes atletas podem ter um auxiliar para entregar a bola e também posicionar a cadeira de rodas. A classe BC2 é também para atletas com paralisia cerebral, mas que podem movimentar suas cadeiras, por isso, nesta classe, não é permitido receber assistência. A classe BC4 é muito parecida com a BC2, pois os atletas também se movimentam sem nenhum auxílio, porém, na classe BC4 o atleta apresenta qualquer outro quadro de origem não cerebral, como distrofia muscular, esclerose múltipla, lesão medular, tetraplegia, entre outras. Já na classe BC3 estão os atletas com maior grau de comprometimento motor e necessitam de equipamentos, como uma calha, e de um auxiliar com função de direcionamento para que a bola seja lançada.
 
Coordenador da arbitragem, Alexsandro Lauterbach, dando instruções para as árbitras da competição (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)
Coordenador da arbitragem, Alexsandro Lauterbach, dando instruções para as árbitras da competição (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)

Alexsandro é carioca e se mostrou bastante admirado com o alto nível da competição neste primeiro dia. “Eu fiquei muito feliz de ver o nível. Tem atletas aqui que já foram bicampeões paralímpicos, inclusive. Mas não só esses atletas, eu fiquei admirado com a qualidade dos outros atletas que aqui estão. Isso mostra que a Bocha aqui no Paraná está em um nível nacional muito bom”, reconhece o coordenador da arbitragem.

Para Alexsandro, os outros estados deveriam seguir o exemplo do Paraná e criar competições de alto rendimento paradesportivos assim como o PARAJAPs. “Eu acredito, e isso também foi palavras do nosso presidente do CPB no nosso congresso técnico, que outros estados deveriam estar seguindo a mesma linha que Paraná e Santa Catarina, que já tem essas competições de alto rendimento do paradesporto. Então, eu acredito que outros estados têm, por obrigação, que fazer essas competições. Isso é de total importância para o desenvolvimento para novos atletas e dos que já estão competindo aqui no estado”, finaliza.
 
Atleta medalhista paralímpico, Marcelo dos Santos. (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)
Atleta medalhista paralímpico, Marcelo dos Santos. (Foto: Thiago Chas/SEET-PR)

A Bocha adaptada acontece no Ginásio de Esportes Valdir Pinheiro, na Vila Olímpica de Maringá e vai até no domingo, 05.

Acompanhe a fanpage dos PARAJAPs: facebook.com/jogosabertospr

Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná - PARAJAPs são promovidos pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria do Esporte e Turismo e com o apoio do município de Maringá.

COM/JAPs 2017
Thiago Chas
thiagochas@gmail.com
+55 41 99893-4946
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