PARAJAPS

Parajaps 2017

04/11/2017

Atletas do Golf-7 mostram garra em tarde de jogos com temporal em Maringá

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A coordenação da modalidade Golf-7 já sabia que as disputas de sexta-feira (3) e sábado do PARAJAPS não seriam simples. A previsão do tempo mostrava que a região de Maringá seria atingida por pancadas de chuva e tempestade de vento, e o campo de Golf 7 fica ao ar livre, na Associação Maringaense de Autistas. 

Por isso, a coordenadora Fátima da Cruz decidiu agilizar as partidas o máximo possível para tentar ser mais rápida que a chuva. Entre as baterias de sexta-feira, apenas dois jogos não aconteceram por conta das chuvas do final da tarde. Já no sábado, o dia começou intenso e faltava apenas uma partida de Tacada para encerrar a competição quando o céu ficou negro, o vento quase levou a tenda da arbitragem embora e todo mundo correu para debaixo de uma tenta maior e mais resistente. 

“Voou cadeira, voou tenda. Mas valeu. Todo mundo jogou, as crianças riram com a chuva, os professores compraram capas de chuva para eles. Eu perguntei se eles queriam parar, ninguém quer parar, todo mundo quer levar as medalhas para casa”, explicou Fátima em meio à correria para contabilizar as pontuações para entregar as medalhas e troféus. 

O árbitro Renato Vieira Jr. elogiou a atitude guerreira dos atletas enquanto segurava a tenda da arbitragem para que o vento não a levasse. “A gente já tinha enfrentado jogo de noite, mas nunca tempestade de vento assim. É maravilhoso ver a garra que eles têm”, aponta ele. Renato explica que quem não quis jogar na chuva não foi obrigado a participar. “Isso de não querer jogar, às vezes acontece. Por isso que todo mundo que trabalha com eles tem que ter pelo menos uma pós ou ensino superior em educação especial, além do ensino superior em qualquer área, para saber lidar bem com eles”, diz. 

Douglas Oliveria, de 24 anos, e Luciano Leiroz, de 18 anos, participavam da última partida, e não se intimidaram com a tempestade. “Pode estar chovendo, pode estar sol, é final, a gente tem que jogar”, diz Douglas. Já Luciano conta que é a primeira vez que joga na chuva. “A gente nunca para, continuamos. Você tem que tentar ganhar”, resume ele. 

Atividade pedagógica
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Criado em Curitiba na década de 1990 para atender a uma demanda da educação especial, o Golf-7 é uma adaptação do golfe convencional feita pela professora Fátima.  Até agora existem duas modalidades no esporte: Tacada e Buraco. Segundo ela, o nível dos alunos tem crescido tanto que uma terceira categoria deve ser criada em breve, com maior nível de dificuldade.

Antes de idealizar o esporte, Fátima nem sequer jogava golfe. Ela diz que encontrou na modalidade características perfeitas para seus alunos. “São alunos com hiperatividade, alguns são agressivos e outros são letárgicos. Os alunos com autismo olham muito para o chão”,  aponta. Para jogar golfe, é necessário paciência, foco e manter o olhar no chão.  Assim, o Golf-7 foi criado como uma atividade pedagógica, mas depois cresceu e virou esporte.
“Apesar de jogar em grupo, o aluno joga consigo mesmo, contra o campo. Se o aluno consegue fazer a bola entrar no buraco, ele consegue jogar um lixo em uma lixeira, se concentrar e se conter em sala de aula”, explica ela. 

O formato do campo também ajudou na criação da modalidade. “A cerquinha ao redor do campo contém o aluno ali, e o professor não pode entrar. Assim o aluno se sente dentro de um contexto”.

A elegância do esporte, que normalmente não conta com torcidas animadas, também é importante para que os atletas se portem de forma cordial e sem euforia exagerada.

Os materiais usados pelos alunos são doados pela Federação Paranaense e Catarinense de Golf. Os professores e técnicos são treinados pela equipe de Fátima em cursos de capacitação, para poderem passar o conhecimento para seus alunos.

Tacada e Buraco
No Golf-7 há duas modalidades. A primeira, chamada de Tacada, é aquela em que cada jogador deve acertar a bola nos sete buracos com menos tacadas possíveis. Cada atleta tem a sua jogada. A partida dura ao redor de 30 minutos. Já no Buraco, quatro atletas tentam colocar sua própria bola no buraco antes dos outros. Há uma certa corrida, e o jogo é mais rápido do que o de Tacada. 

Resultados
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Confira abaixo as classificações desses dois dias de partidas:
Tacada masculino
1. Douglas Oliveira – Apucarana
2. Luiz Silva – Loanda
3. Alexandro Guedes – Barbosa Ferraz

Tacada feminino
1. Vanessa Pereira – Apucarana
2. Paloma Rodrigues – Planaltina do Paraná
3. Anne Mello – Maringá

Buraco masculino
1. Giovane Ramos – Loanda
2. Fabricio Paula – Maringá 
3. Emerson Moreira – Curitiba

Buraco feminino
1. Erica Cabral – Apucarana
2. Caoane Silva – Paranacity
3. Angelica Contini – Maringá

Classificação Geral Masculino
1. Loanda
2. Apucarana
3. Curitiba

Classificação Geral Feminino
1. Apucarana
2. Curitiba
3. Maringá 

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Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná – Parajaps são promovidos pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias do Esporte e Turismo, com apoio do município de Maringá. 

COM/PARAJAPS
Juliana Blume
jublume@gmail.com
(43)99175-7705

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