PARAJAPS

Parajaps 2017

05/11/2017

Gigantes no vôlei paralímpico e na vida

 Além das competições, o maior legado da 6ª edição da PARAJAPs foi conhecer a história de tantos atletas que fazem os jogos paralímpicos serem um exemplo de garra, força de vontade e superação.

Uma dessas histórias impossíveis de esquecer é a de Anderson Ribas da Silva. Atualmente ele é capitão da equipe de Curitiba, que levantou o caneco na modalidade e impressiona não só pelos seus 2m12 de altura em pé e 1,80m, sentado, mas pela história de vida e pela transição do vôlei convencional para o Paravôlei.

Ele ficou afastado  das quadras durante 10 anos, por causa de problemas físicos. Com duas lesões, sendo uma no joelho esquerdo e outra no direito, Anderson passou por várias cirurgias, inclusive com erro médico e em meio aos desafios, mostra que o vôlei sentado é uma redescoberta.

“Eu pratico há 6 anos e nem esperava por isso. No início tive um bloqueio mas decidi jogar.  Fiz cirurgia, engordei. Fiquei 10 anos parado sem fazer mais nada e não queria mais voltar.  Mas o voleibol é aquele vício. Se um ex-atleta do convencional sentar aqui e jogar, ele vai gostar. É gostoso”, revela.

O currículo de Anderson no meio esportivo é vasto. Além de ser bicampeão da Superliga Brasileira nas décadas de 1995 e 1996 e 2003/2004, ele recebeu o título vice-campeão na Superliga de 2014, Prêmio Orgulho Paranaense (2014)  e inúmeros títulos por representar o país de forma tão intensa no esporte.  Tudo isso não tira a humildade do atleta que, pela segunda vez no PARAJAPs destacou que o esporte vai muito além dos holofotes e que o incentivo aos grandes potenciais no esporte paradesportivo não pode parar.

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Com troféu nas mãos, Anderson fez história na 6ª edição do PARAJAPs com a equipe de Curitiba que tem atletas de alto nível, incentivados pelo Talento Olímpico do Paraná (TOP) formador 2020 / Foto: Bruna Martins


“No convencional eu não ganhei nada, já no paravôlei foram tantos. É muito bom para o atleta esse reconhecimento e mesmo se uma hora eu parar de jogar, tudo vai ficar lá na minha estante. Vejo muitos atletas com potencial no paradesporto. A bocha e o basquete de cadeira de rodas eu já conhecia da Paralímpiadas mas é legal ter essa convivência com as pessoas de outros estados em competições como esta. As entidades e clubes poderiam fazer mais coisas neste sentido”, conta.

Sobre essas experiências e o incentivo, o atleta Bruno Borges também é muito grato. No vôlei sentado há quase 5 anos ele participou desta edição do PARAJAPs como convidado na  estreia do time de Astorga. Natural de Goiás,  treina pela Associação  Cultural Esportiva de Maringá e antes dos jogos nem imaginava o tamanho dessa paixão.

“Fui fazer um reparo na prótese e o médico me aconselhou. Eu amei o esporte e não parei mais.  Até então eu nem sabia como funcionavam os jogos e nem acompanhava.  Isso tudo leva a gente para o mundo novo. Eu já participei de 3 campeonatos brasileiros e isso para mim é importante tanto pessoalmente como pela equipe e pelo time que vai se desenvolver cada vez mais”, destaca.


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Bruno Borges, de Goiás para o Brasil, na estreia do time de Astorga / Foto: Bruna Martins


 O ex-atleta da Seleção Brasileira de Paravôlei e atual membro do time de Paranaguá no vôlei sentado, Roberto José dos Santos também é um grande exemplo de vida.  Professor de educação física e técnico de Goalball há 4 anos, ele joga futebol para pessoas amputadas, já treinou equipes de basquete em cadeira de rodas e é grato por tudo o que o esporte mudou na sua vida.

“Em 2005, entrei para a Seleção Brasileira e participei da Copa do Brasil. Me adaptei muito bem no vôlei sentado. Participar junto com as pessoas com deficiência me fez aprender muito. Aprendi com eles coisas simples como amarrar um sapato e as pessoas com deficiência são normais como qualquer outra pessoa”, pontua.


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Dos dois lados: Roberto compartilha a experiência como atleta e como técnico / Foto: Bruna Martins

O 6º PARAJAps acabou, mas com essas histórias o recado é claro: o esporte é mais vivo do que nunca e reconhecer os inúmeros talentos que temos no quintal de casa e no Brasil fazem toda a diferença.  

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Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná - PARAJAPs são promovidos pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria do Esporte e Turismo e contam com o apoio do município de Maringá.


COM/PARAJAPs 2017
Bruna Martins
bru.martins26@hotmail.com

 

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